Tio-avô é condenado por morte de bebê e tentativa de homicídio contra irmã em Navegantes

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Um crime que chocou Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, em 2018, teve desfecho na noite desta terça-feira (27). Fernando Cristiano Grapp, tio-avô da pequena Laura Cecília Bitencourt morta com 1 ano e 7 meses de idade, foi condenado pelo homicídio da menina no Fórum da cidade onde ocorreu o crime.

Com o intuito de atingir a irmã dele, o homem acertou um golpe de pau na cabeça da bebê que morreu minutos depois. Fernando foi condenado a 24 anos de prisão pelo homicídio da bebê e 10 anos pela tentativa de homicídio da avó da criança.

O crime aconteceu em 2018 em Navegantes. Inicialmente o Júri estava marcado para 2020, mas em função da pandemia, o julgamento foi adiado e transferido para esta quarta-feira (27).

A sessão começou por volta das 8h30 e acabou às 22h30. Do lado de fora do fórum, familiares da pequena Laura usavam camisetas e faixas pedindo justiça.

O réu respondia pelo crime em liberdade e chegou ao fórum conduzido por familiares, após a condenação, Fernando foi direto para o Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, conhecido como penitenciária da Canhanduba.

O crime

Segundo as investigações, Fernando não teria gostado que a irmã, avó de Laura, tivesse entrado no terreno da família. Com um cabo de enxada, o réu teria acertado golpes na cabeça da sobrinha neta, que estava sendo carregada pela avó.

A menina chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu ao traumatismo cranioencefálico e morreu.

“Ela chegou a dizer ‘dói, mãe’, e depois começou a convulsionar”, relembra a avó, Edivania Grapp Bitencourt. Ela conta que, até hoje, não consegue dormir direito.

Tese da defesa

Fernando chegou a ser preso por pouco tempo, mas como possui problemas de saúde, como diabetes, foi transferido para prisão domiciliar. Agora, ele responde ao caso em liberdade.

Ele foi denunciado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por homicídio duplamente qualificado contra Laura, e tentativa de homicídio contra a avó da criança.

A defesa de Fernando foi concedida pelo Estado, e tentou comprovar que o réu tem problemas de saúde e pede pela retirada do dolo, ou seja, a intenção de matar a criança. Segundo Vanessa Alves, advogada da defesa, trabalha com a tese de que o homem estaria já cego em função da diabetes.

ONG trabalha na acusação

Uma ONG (Organização Não Governamental) contratou um advogado que atua na acusação. Maria do Carmo dos Santos, presidente do Grupo Vítimas Unidas, conta que o grupo trabalha nacionalmente e pede pela condenação do réu. Eduardo Sampaio, advogado de acusação, trabalha com o intuito de comprovar o dolo, ou seja, a intenção de matar.

*Com informações da repórter Juliana Senne, da NDTV e ND+

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