O governo de Santa Catarina estuda construir até 1 mil novos leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) dentro de hospitais de campanha. Em entrevista ao programa Balanço Geral no início da tarde desta quarta-feira (8), o secretário de Estado de Saúde, Helton Zeferino, afirmou que as unidades provisórias serão distribuídas nas regiões em que há maior número de casos da Covid-19.

A criação dessas estruturas, no entanto, depende da chegada de repasses enviados pelo governo federal. “Obviamente nós dependemos da aquisição de insumos, especialmente ventiladores, que são equipamentos que temos a maior dificuldade de aquisição”.

As estruturas ajudam a diminuir a lotação dos hospitais convencionais e são recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Anteriormente, o governo estadual havia descartado a construção de novos espaços. A secretaria apostava apenas nos leitos dentro dos hospitais já existentes.

Em entrevista, o secretário pontuou outra dificuldade para a montagem dos espaços. Como o maior produtor desses materiais é a China, todos os países do mundo estão buscando a compra em um só lugar. Isso, conforme Zeferino, dificulta a “capacidade de entrega”.

Dentro dos hospitais já construídos, o governo está criando outros 713 leitos, que se somarão aos 800 já existentes. Somando todas as estruturas, construídas e que estão em planejamento, o Estado pode alcançar a marca de 3,6 leitos para cada 10 mil habitantes.

“Esta realidade, para que a gente possa comparar, que a acontece em países como a Alemanha, que oferece a maior estrutura para seus pacientes”, disse Zeferino.

Leitos de UTI:

803 já existentes

713 serão construídos até maio

1 mil dentro de hospitais de campanha (governo ainda estuda a implantação das estruturas)

Pico de casos será na próxima semana

Segundo Zeferino, estudos epidemiológicos feitos pela equipe de Santa Catarina e do governo federal projetam que haverá um “pico de casos” da Covid-19 a partir da segunda quinzena de abril. Por isso, a secretaria de Estado de Saúde reforçou mais uma vez a orientação de isolamento e distanciamento social.

“Se as pessoas não se conscientizarem e saírem de casa sem se proteger, haverá muitos casos”, afirmou.

Medicação

Sem citar o número de pacientes, Zeferino afirmou que Santa Catarina já está utilizando o hidróxido de cloroquina para combater a Covid-19. O medicamento usado contra a malária foi produzido no Brasil por meio de parceria com o laboratório das Forças Armadas e liberado pelo Ministério da Saúde.

Alguns estudos internacionais mostraram resultados positivos para o combate do coronavírus. No entanto, conforme o secretário, há necessidade de análises mais aprimorada.

“É importante destacar para as pessoas que o hidróxido de cloroquina não é o o que vai salvar todos os nossos casos. Temos alguns que apresentam melhora com esta medicação e outros que não têm resultado tão positivo”, explicou.

Informações ND+