SC mantém tendência de queda nos casos de síndrome respiratória, aponta Fiocruz

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Santa Catarina tem registrado tendência de queda nos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), segundo apontou o Boletim InfoGripe divulgado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) na segunda-feira (10). O Estado registra 75% de probabilidade de queda na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e estabilidade na de curto prazo (últimas três semanas).

Florianópolis apresenta sinal de estabilidade tanto na tendência de longo prazo, quanto nas semanas recentes (curto prazo). No geral, o cenário nacional aponta para queda ou estabilidade em praticamente todas as faixas etárias da população adulta.

O estudo mostra que o aumento recente na curva nacional se concentra fundamentalmente no público infantil, de 0 a 11 anos – provavelmente associado ao crescimento do vírus influenza ou a intercorrências respiratórias em função do início da primavera.

Não se observa, até o momento, associação com a Covid-19. Referente à Semana Epidemiológica (SE) 39, período de 25 de setembro a 1° de outubro, o Boletim tem como base os dados inseridos no Sivep-Gripe) (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe) até o dia 3 de outubro.

Os dados seguem apontando para amplo predomínio do vírus Sars-CoV-2, especialmente na população adulta, porém mantendo queda.

Influenza A

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de 21.4% para influenza A; 1.2% para influenza B; 11.2% para vírus sincicial respiratório (VSR); e 41.6% para Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de 5.0% para influenza A; 0.0% para influenza B; 0.0% para VSR; e 89.1% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

O vírus influenza A vem apresentando aumento em alguns estados do país, como Bahia, Goiás, Minas Gerais, com destaque especialmente em São Paulo e no Distrito Federal. Entre os casos com subtipagem, há predomínio para o H3N2, tal como observado no surto epidêmico de novembro e dezembro de 2021.

Segundo o pesquisador Marcelo Gomes, por incluir dois dos principais hubs de mobilidade interestadual, este cenário pode afetar os demais estados.

“Essa tendência recente serve de alerta para os demais estados do país em decorrência da importância de ambos no fluxo interestadual de passageiros, especialmente para os grandes centros urbanos através da malha aérea nacional”, explicou o coordenador do InfoGripe.

Estados

Das 27 unidades federativas, apenas Amapá, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo apresentam crescimento moderado na tendência de longo prazo até a SE 39. Em São Paulo, onde a presença do vírus da gripe também vem aumentando, observa-se crescimento somente entre crianças e adolescentes.

No Rio de Janeiro, no entanto, também há um ligeiro aumento em algumas faixas da população a partir de 60 anos, embora incipiente e ainda compatível com cenário de oscilação nesse grupo.

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