Santa Catarina e mais três Estados são alvos de operação contra desvio de cargas de alto valor

A operação Proditor foi realizada em 15 cidades de quatro Estados e teve apoio de policiais das Diretorias do Litoral, Interior, Fronteira e Grande Florianópolis, além de unidades do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo

0
1187

Uma grande operação da DEIC (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) com a participação de 120 policiais de quatro Estados foi deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (13) em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Denominada da Proditor, a operação é um desdobramento de inquérito da DRFC (Divisão de Furtos e Roubos de Cargas) da DEIC contra o roubo e desvio de cargas, que há nove meses investiga uma quadrilha que simula sequestros de motoristas para desviar produtos de alto valor, como bobinas de aço e manganês.

A operação Proditor foi realizada em 15 cidades de quatro Estados e teve apoio de policiais das Diretorias do Litoral, Interior, Fronteira e Grande Florianópolis, além de unidades do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

O nome Proditor significa traidor em latim, numa referência aos motoristas envolvidos no esquema pois traíam a confiança de quem os contratava para o transporte das cargas.

Até final da manhã havia 16 pessoas presas, além de farto material apreendido como dinheiro, joias e veículos. Apenas numa das casas alvo da operação, os policiais localizaram R$ 20 mil escondidos em uma mala.

As ações ocorreram no Norte catarinense, nas cidades de Joinville, Penha, Araquari, São Francisco do Sul, Balneário Barra do Sul, Barra Velha e Balneário Piçarras; em quatro locais na da Região Metropolitana de Curitiba, em Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul, e na capital de São Paulo.

O delegado Osnei Valdir de Oliveira, da DRFC, relata que a quadrilha conta também com a participação dos motoristas, que após carregar os produtos simulam sequestro e roubo da carga, registrando falsos comunicados de crime em boletins de ocorrência. “Na maioria dos casos, a carga sequer sai do Estado de origem, é desviada para empresas que participam da receptação e tentam posteriormente dar uma origem legal aos produtos”, diz.

Artigo anteriorBanda Uniclãs está na semifinal de prêmio nacional que conta com votação popular
Próximo artigoPolícia acredita que tiroteio em Suzano foi cuidadosamente planejado