Ponte Hercílio Luz: Prefeitura lança licitação da primeira etapa do Projeto Ponte Viva

Projeto vai adaptar as duas saídas da ponte Hercílio Luz com uma estrutura para pedestres, ciclistas e transporte coletivo

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Imagem mostra como vai ficar a cabeceira insular da Ponte Hercílio Luz – Divulgação/ND

Prometida para ser entregue em 30 de dezembro deste ano, a Ponte Hercílio Luz ganhará uma reestruturação no seu entorno. A primeira parte do projeto Ponte Viva deve ser apresentada para licitação nos próximos dias e irá adaptar as duas saídas da ponte com uma grande estrutura para pedestres, ciclistas e transporte coletivo. Depois de entregue, o executivo municipal espera ainda outras quatro etapas de melhorias.

Somente nesta etapa a secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana da Capital espera um gasto de R$ 4 milhões. De acordo com o secretário da pasta, Michel Mittmann, o valor engloba melhorias na pavimentação, iluminação, reorganização do trânsito, construção de ciclovias e espaço para passeio turístico.

“Essa primeira parte é um início de um grande trabalho. E a ideia é humanizar o espaço que hoje nós não temos. Além disso, vamos começar a melhorar a mobilidade da cidade e dar prioridade para o transporte coletivo”, disse.

Na ilha, o Parque da Luz terá uma ciclovia ao redor, maiores faixas e uma nova estrutura de trânsito. Já no continente, além da construção de equipamentos turísticos a prefeitura irá remodelar e restaurar o viaduto Presidente John Kennedy, localizado no bairro Estreito. No local, a pista será elevada, receberá manutenção e haverá ampliação da extensão para dar espaço à ciclovia. Segundo Mittmann, é no continente que haverá mais gastos, já que o fluxo do transporte coletivo de quem sairá da ilha será, no futuro, concentrado na região.

Com previsão de 30 dias para escolha da empresa a partir da abertura da licitação, o governo municipal espera entregar a obra no dia 30 de dezembro -, mesma data em que a ponte será aberta para visitação. No entanto, as 16 linhas de ônibus previstas para passarem pela ponte irão demorar mais tempo para circular no local. Isso porque, ônibus que sairão do TICEN (Terminal de Integração do Centro) devem passar por uma reorganização de trajeto e horários. Ainda, para o secretário de mobilidade a expectativa de um grande número de pedestres também faz com que a prefeitura adie a passagem de transporte no local nos primeiros meses de 2020.

“Mesmo a gente terminando a obra nos últimos dias do ano, ônibus não vão poder passar por ali. Temos que fazer um estudo detalhado dos coletivos, e a quantidade de turistas e o grande número de pessoas que vão querer passear de bicicleta no verão vão fazer com que a ponte fique cheia de pessoas. Mas a gente já vai começar a estudar a questão do transporte, pois é essa a nossa prioridade agora”, declarou.

Novas etapas preveem museus, palco para shows e atividades culturais
Com outras quatro fases em estudo e pesquisa, a prefeitura de Florianópolis, em parceria com o governo do Estado, já prevê a implantação de serviços de apoio e recepção turística, espaços comerciais como lojas e bares, e apoio operacional de emergência. Além disso, os terrenos no entorno da ponte devem ser cedidos pelo Estado para a construção de museus, até mesmo, um palco para a realização de shows e atividades culturais. A FCC (Fundação Catarinense de Cultura) também integra o estudo que já dura dois anos.

No futuro, as ruas do centro da Capital devem passar por readequações para faixas exclusivas de ônibus e intervenções na região do Ticen. Há perspectiva ainda para a criação de novas linhas que saiam dos bairros do continente e se desloquem para a ilha sem necessidade de passar pelo terminal do centro.

“São cinco etapas, mas sempre haverá necessidade de melhorias, pois há espaço para novas tecnologias e ideias. Esse projeto que criamos deve melhorar o trânsito e ajudar o turismo na cidade, mas as gerações futuras também devem pensar sobre alternativas”, afirmou Mittmann.

Com os percursos menores e o trânsito desafogado, as filas na entrada e saída das pontes Pedro Ivo e Colombo Salles devem diminuir. Conforme o secretário de Mobilidade Urbana, as outras obras ainda não têm previsão de conclusão, mas a soma de todo o pacote deve chegar aos R$ 10 milhões.

Fonte: ND+

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