O primeiro grande jogo do Avaí na Série A

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O Avaí fez um ótimo segundo tempo diante do Grêmio, buscou o empate e poderia até ter virado que não seria nenhum exagero. Foi um primeiro tempo muito amarrado, em que os times não conseguiram criar oportunidades. O Tricolor teve a iniciativa do jogo e mais posse de bola, mas finalizou apenas duas vezes, sendo uma somente no alvo. O Avaí, com menos posse de bola, teve o mesmo número de finalizações na primeira etapa. O gol gremista saiu num escanteio, na única falha defensiva que o Leão teve.

O segundo tempo foi totalmente diferente. O Avaí foi muito agressivo, tomando a iniciativa do jogo e empurrando o tricolor gaúcho para trás. O Leão foi corajoso, se arriscou e martelou em busca do empate, que quando veio já era bem merecido. O gol contra de Michel deu ao jogo um pouco mais de justiça no resultado. Foi uma noite de ótima atmosfera na Ressacada, com mais de 12 mil torcedores, que empurraram o time pro ataque e pra cima, como a Série A vai pedir.

Raça, coração e bom futebol
O lance do gol do Avaí teve um detalhe muito importante. A disputa da bola perdida na linha de lado, a jogada pra cima do atacante Éverton ‘’cebolinha’’, representam bastante do que o Avaí tem que ter em termos de espírito para jogar a Série A. E tudo isso veio do capitão Betão, o que reforça o simbolismo da jogada. Mas não foi só a raça. O time teve muito coração para lutar nas divididas e não desistir de buscar o empate na partida, mesmo com todas as dificuldades que a partida trazia. Mas também teve futebol, pra envolver em muitos lances na segunda etapa e criar chances para chegar ao seu gol.

Boas atuações
No primeiro tempo, o zagueiro Kunde foi a surpresa na escalação. O jovem jogador fez uma primeira etapa muito boa, com força na marcação e fechando os espaços, aberto na direita, na primeira linha. Mas os maiores destaques vieram na segunda etapa. O lateral Alex Silva fez certamente a melhor partida deste ano na lateral direita. Era esse Alex Silva que se esperava quando o Avaí o contratou. Pedro Castro foi um gigante no meio de campo, tomando conta do espaço e dando qualidade ao jogo do Avaí, sempre arredondando as bolas. João Paulo teve liberdade e apareceu como meia com criatividade. Não precisou ficar correndo atrás de lateral. Paulinho foi bem melhor do que no jogo de Belo Horizonte. Luan Pereira entrou muito bem mais uma vez. Ele é talento que não há igual no grupo avaiano. Fez duas jogadas que resultaram em lances de gol para o time. Tem que ser mais aproveitado. Ele é diferente.

Fonte: NSC

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