Novas tecnologias impulsionam a cultura de grãos no Vale e na Serra Catarinense

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Santa Catarina está entre os principais produtores de grãos do país. A previsão deste ano, por exemplo, é de colher mais de 6,6 milhões de toneladas de grãos em uma área total de 1 milhão e 45 hectares, melhorando os preços do milho e da soja. E a Cravil tem sido parceira dos produtores há anos, impulsionando a cultura no Vale e na Serra Catarinense.

Produção de soja

As áreas com plantio de soja, no passado, eram pequenas e escassas, a tecnologia ainda rudimentar dificultava a cultura, poucos produtores apostavam no grão. Foi na última década que a soja ganhou força e conquistou, ano a ano, novos produtores. A cooperativa colaborou de forma ativa no desenvolvimento da cultura e, atualmente, dedica grandes investimentos na cultura que já está enraizada no Vale do Itajaí.

A introdução de novas máquinas e implementos facilitou muito o cultivo. Desde o plantio, passando pelo manejo e principalmente a colheita, ganharam investimentos em tecnologia. Dessa forma, os produtores perceberam que a cultura já não necessitaria de tanta mão de obra como antes.

Em um primeiro momento, as regiões que tinham plantio de cebola tiveram as primeiras experiências com soja, depois os produtores passaram a investir em áreas não cultivadas, gerando resultados expressivos.

Neimar Francisco Willemann, gerente de desenvolvimento de produção da Cravil, conta que na área de atuação da cooperativa, atualmente há cerca de 40 mil hectares de soja plantados e houve crescimento dessas áreas desde então.

Três fatores foram determinantes para o crescimento da cultura: o desenvolvimento de tecnologia específica; novas cultivares adaptadas à região; o aumento do consumo e, consequentemente, a atração econômica. “- O consumo cresceu muito no Brasil e a soja é hoje um dos principais atrativos econômicos para o produtor” – conta Neimar.

Além disso, a rotação de cultura foi um fator preponderante para o cultivo da soja. É bom para o solo e promove a diversificação na propriedade, permitindo também que o produtor tenha mais opções econômicas e, consequentemente, mais segurança na safra. As portas abertas para a exportação promoveram a soja e valorizaram a cultura, que precisava se adaptar à região.

Quando há excesso de chuva, a qualidade do produto pode cair. Mas, em geral, a soja plantada no Vale do Itajaí e na Serra Catarinense, pode ser comparada com as melhores do país.

Atualmente, a Cravil possui 16 unidades de armazenamento para grãos. Em 2000 eram apenas seis. A produção atual também supera o número de 2,5 milhões de sacos, enquanto no ano de 2010 não passava de 500 mil.

Neimar explica que agora o desafio é melhorar a produtividade nas áreas que já são cultivadas, atualizando as cultivares, dando apoio e evoluindo junto com o produtor em armazenamento, logística e comercialização.

Milho, a cultura de todos

Como Santa Catarina é um importador de milho, deve incentivar o produtor a cultivá-lo. Atualmente, a Cravil conta com cerca de 45 mil hectares de cultivo de milho em sua região de atuação. O grão tem uma longa história com o produtor do Vale e, há muito tempo, mantém a quantidade de área produzida.

“- A diferença é que o milho está distribuído em mais municípios e tem basicamente duas finalidades: a produção de silagem para alimentação animal e produção de grãos com foco na subsistência da propriedade e/ou na comercialização” – explica Neimar.

O milho, que no passado era debulhado à mão, hoje conta com novas tecnologias como correção de solo, híbridos de milho com mais potencial produtivo e melhor compreensão do produtor no uso dessas tecnologias com o suporte técnico em campo, promovido pela Cravil.

“- Os técnicos estão semanalmente na propriedade fazendo o acompanhamento, trazendo novidades e pegando da gente as nossas experiências” – comenta Vergílio Bento Neto, produtor de Atalanta.

Uma cultura cada vez mais exigente em termos de manejo, mas também mais produtiva devido às biotecnologias que vão chegando ao mercado.

“- Nós fazemos a rotação das áreas e o milho é muito bom pra nós, assim como a soja e agora as culturas de inverno. Quanto mais opções para a terra, melhor, porque quando uma cultura não dá muito boa, a outra compensa” – destaca o produtor de Santa Terezinha, Paulo Bossi.

Santa Catarina e as safras de feijão

O feijão, uma das culturas mais antigas produzidas na região, continua sendo produzido por alguns associados, mas em menor quantidade que no início da cooperativa. Além de oferecer suporte técnico e promover o recebimento do grão, a Cravil também faz o beneficiamento do feijão preto e de cores e comercializa nas marcas Cravil, Do Vale e Chinês.

A cultura tem uma característica que o coloca sempre em evidência: pode ter mais que uma safra anual. Moacir Warmling, gerente operacional da Cravil, explica que o feijão é mais sensível em relação ao clima e à chuva. Mas a rapidez para colher – entre 90 e 100 dias – faz dele uma opção.

Em média, a Cravil recebe, anualmente, entre 25 e 30 mil sacos da leguminosa dos produtores associados e beneficia 100% dessa produção, além de comprar também de fora para manter as vendas e a produção na indústria em Rio do Sul.

“- Como a nossa região tem um clima mais úmido, a Cooperativa compra feijão de fora quando aqui não está havendo produção e isso mantém o atendimento ao mercado externo o ano inteiro” – conclui Moacir.

Se você gostou de saber mais sobre a cultura de grãos em Santa Catarina e quer mais informações sobre a participação da Cravil no Estado, acesse o site da cooperativa e fique de olho nos conteúdos de sua página, aqui no portal.

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