Entrevista Gean Loureiro: “Governo não é feito para lucrar, mas para melhorar a vida das pessoas”

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Gean Loureiro (44) é candidato a governador de SC pela coligacão Bora Trabalhar! composta pelo União Brasil, PSD e Patriota, partidos que somam 576 prefeitos, vices e parlamentares no Brasil

Gean Marques Loureiro, 49 anos, é natural de Florianópolis, casado com Cíntia de Queiroz Loureiro e pai de quatro filhas. É formado em Direito pela Ufsc, Administração pela Univali e mestre em Engenharia de Produção pela Ufsc. Iniciou sua carreira na política em 1992, aos 19 anos, quando se elegeu vereador, sendo até hoje o político mais jovem a ocupar o cargo na Capital.

Foi vereador por cinco mandatos e, em 2011, assumiu como deputado federal. Em 2013, assumiu a presidência da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), onde ficou até 2014, quando se elegeu deputado estadual.

Na disputa para a Prefeitura de Florianópolis, em 2016, Gean se elegeu no segundo turno. Seu primeiro mandato foi marcado por tirar do papel importantes obras, como uma nova UPA no Continente, novo Largo da Alfândega, o alargamento da praia de Canasvieiras e o elevado do Rio Tavares. Em 2020, conquistou 53,46% dos votos, sendo reeleito em primeiro turno. Gean deixou a Prefeitura da Capital com mais de 80% de aprovação.

O que faz com R$ 200 no bolso e um dia livre

Almoço com as filhas

No que investe seu dinheiro

Educação, viagem e lazer

Desejo de consumo

Comprar, nada no momento. Desejo de futuro é ser governador

Última compra que fez

Um terno bacana para ir aos debates

Último livro que leu ou está lendo

O meu preferido: “Jesus, o maior administrador que já existiu”

Música ou estilo de música preferido

Tim Maia

Hobby

Ler, caminhar na praia, ver filme

Esporte ou atividade física habitual

Pedalar

Religião

Deus

Maior emoção na vida

Nascimento das minhas filhas

Sabedoria na prática (ditado ou conselho que sempre usa)

Acredito demais na sorte. E tenho constatado que quanto mais duro eu trabalho, mais sorte eu tenho.

Dinheiro pra quê?

Para diminuir desigualdades.

Foto: Alan Carvalho

 “PRECISAMOS REORGANIZAR O CAOS GENERALIZADO QUE O SISTEMA DE SAÚDE ENFRENTA.”

Como vai ajudar a diminuir o custo das famílias catarinenses?

Em primeiro lugar, parando com o aumento de impostos que o atual governo tem realizado, penalizando os mais pobres. Depois, investindo pesado na qualificação de mão de obra para aumentar a renda do catarinense.

Como classifica o atual momento brasileiro, quais os maiores desafios?

Vivemos em um país de dimensões continentais com uma economia de relevância mundial, mas ainda temos muita desigualdade. Precisamos buscar mais justiça social e o caminho para isso é, em primeiro lugar, unindo os brasileiros.

Como percebe a situação global, com recessão mundial e crise climática? Qual agenda faz sentido numa situação dessas?

Nosso Estado já passou por muitas crises e sempre prevaleceu a vontade e capacidade do nosso povo trabalhador. Mesmo com a pandemia e com a guerra na Europa nossa economia segue crescendo. Precisamos melhorar o ambiente de negócios, capacitando mais mão de obra, diminuindo burocracia e encargos. Governo não é feito para lucrar, ele existe para melhorar a vida das pessoas.

Qual será sua prioridade e estilo de gestão se eleito?

Meu estilo de gestão sempre foi e vai continuar sendo trabalhar muito. Acordar cedo e dormir tarde. E efetivamente LIDERAR nosso Estado. Inevitavelmente, minha prioridade frente ao governo do Estado será a saúde, precisamos reorganizar o caos generalizado que o sistema de saúde enfrenta. Mas nosso plano de governo está embasado com propostas efetivas para atender as necessidades de todas as áreas.

Como ou com quem vai compor sua equipe de governo?

Com pessoas técnicas, capacitadas e de confiança. Meu governo não será composto por amigos sem experiência de atuação, e sim por profissionais experientes que eu tenha a segurança de entregar uma secretaria para gerir.

O que espera das eleições 2022?

Espero poder conquistar a confiança de quem ainda não me conhece e ter a chance de transformar Santa Catarina em quatro anos.

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