Empresários que furtavam caminhões em Porto Belo são condenados

Empresários que furtavam caminhões em Porto Belo são condenados

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O trio é responsável por crimes ocorridos nas cidades de Tijucas, Porto Belo, Brusque, Navegantes, Balneário Piçarras, Guaramirim, Indaial e Itajaí.

A investigação da DFRV-DEIC (Divisão de Furtos e Roubos de Veículos da Diretoria Estadual de Investigações Criminais) resultou na condenação, esta semana, de três membros de uma organização criminosa responsável por mais de 15 furtos de caminhões no litoral catarinense. Marcelo da Silva Lemos, Danilo Pereira de Carvalho e Bruno Bastista Rocha foram condenados a mais de 40 anos de prisão pelos crimes, ocorridos entre 2016 e 2018.

Os condenados haviam sido presos preventivamente em 2018, quando a Polícia Civil deflagrou uma operação para recuperar alguns dos veículos roubados. Os autores eram proprietários de uma distribuidora de bebidas em Porto Belo, que era localizada na rodovia de acesso à cidade. Na ocasião, também foram recuperadas anotações sobre consultas de registros de diversos caminhões e empresas da região, além de placas e fotos de caminhões furtados pela quadrilha em Tijucas e Guaramirim.

O trio é responsável por crimes ocorridos nas cidades de Tijucas, Porto Belo, Brusque, Navegantes, Balneário Piçarras, Guaramirim, Indaial e Itajaí. A investigação da DFRV-DEIC constatou que a especialidade do grupo era o furto de caminhões de empresas com equipamentos acoplados, como pranchas de transportes, muncks, betoneiras e guinchos.

Os criminosos faziam levantamento dos sistemas de segurança das empresas e atuavam nos finais de semana. A estratégia era garantir que os caminhões fossem conduzidos até o receptador em segurança, pois as empresas só notariam a falta do bem subtraído na segunda-feira, quando estes já estavam na posse do receptador que ficava no estado do Paraná.

Numa segunda operação, realizada no final de 2018, a Polícia Civil prendeu o responsável pela empresa onde eram levados os caminhões em Arapongas (PR). C.A. da S, dono da empresa Cabinorte, foi preso como receptador dos veículos e permanece detido aguardando pela decisão da Justiça.

As sentenças expedidas pelo Poder Judiciário de Porto Belo foram de 40 anos e 10 meses para Marcelo da Silva Lemos, conhecido como Cabeção; 40 anos e oito meses para Danilo Pereira de Carvalho, chamado pelo apelido de Gordo; e 40 anos e oito meses para Bruno Batista da Rocha.

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