Com 257 mil tainhas capturadas em Florianópolis, veja praias com maiores lanços na temporada

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A safra da tainha foi um sucesso em Florianópolis e bateu recordes com mais de 257 mil peixes capturados, de acordo com o subsecretário da Pesca, Maricultura e Agricultura de Florianópolis, Adriano Weickert. A pesca da tainha anilhada encerrou nesta segunda-feira (31).

“Superamos o ano passado, com 115 mil tainhas capturadas, e o ano restrasado também, com 244 mil tainhas. Foram muitas capturas, com bastante expressão em Naufragados e na Lagoinha”, diz Weickert.

Conforme o ranking da prefeitura de Florianópolis atualizado na manhã desta segunda, a Lagoinha do Norte foi a grande vencedora, com 61.189 tainhas capturadas, em seguida estão Naufragados (45.001) e Gravatá (23.4164).

Praias por quantidade de tainha capturada

  • Lagoinha Do Norte – 61.189 mil tainhas
  • Naufragados – 45.001 mil tainhas
  • Gravatá – 23.416 mil tainhas
  • Campeche – 21.759 mil tainhas
  • Prainha da Barra – 17.432 mil tainhas
  • Ingleses – 16.910 mil tainhas
  • Barra da Lagoa – 13.965 mil tainhas
  • Moçambique – 9.255 mil tainhas
  • Brava – 8.464 mil tainhas
  • Joaquina – 6.902 mil tainhas
  • Jurerê Internacional – 6.507 mil tainhas
  • Santinho – 6.048 mil tainhas
  • Pântano do Sul – 4.570 mil tainhas
  • Caiacanga – 4.336 mil tainhas
  • Ponta das Canas – 3.570 mil tainhas
  • Daniela – 2.392 mil tainhas
  • Cachoeira Bom Jesus – 2.193 mil tainhas
  • Galheta – 2.007 mil tainhas
  • Jurerê Tradicional – 811 tainhas
  • Canasvieiras – 190 tainhas
  • Forte – 152 tainhas

A pesca da tainha ainda está intensa no Pântano do Sul nesta segunda, segundo o subsecretário. Já no último fim de semana, ele afirma que havia uma “nuvem de tainhas” na Barra da Lagoa. “Foi uma pena porque muitos tiraram seus apetrechos de pesca achando que não ia dar muita tainha, mas era uma nuvem de tainhas. Podia ter ficado e capturado um pouco mais”, destaca.

Neste ano, a pesca realizada pelos pescadores artesanais (emalhe anilhado) no país passou de 830 para 460 toneladas, enquanto o limite de 600 toneladas da pesca industrial foi zerada.

Apesar do sucesso de lanços, a pesca poderia ser muito maior, aponta Weicker, que classifica a diminuição da cota pelo governo federal, sem a apresentação de um estudo que comprove a ameaça em relação à proliferação de tainhas, como imprudente.

Ainda segundo o subsecretário da pasta, o prefeito Topázio Neto (PSD) enviou um ofício a Brasília solicitando o estudo que justificou a diminuição da cota, mas não houve resposta.

“Deixaram muitas famílias a ver navios, precisando. Hoje vai ter na Barra da Lagoa o primeiro estudo do grupo de trabalho entre os municípios de Santa Catarina e o governo federal, exigindo que volte a cota do anilhado, que também são famílias que se sustentam nesse sentido”, explica.

Pescador perde barco durante safra da tainha

A família de pescadores que perdeu o barco durante a safra da tainha por execsso de carga e mau tempo, na Barra da Lagoa, amargou prejuízos de pelo menos R$ 80 mil. Desde o fim de junho, não realizou novos lanços.

O filho do pescador Daniel Valdevino Vieira, proprietário da embarcação, afirma que até esta sexta-feira (28) haviam reconstruído metade do barco. David Vieira, de 30 anos, diz que foi preciso comprar um novo motor, além de arcar com custos de mão de obra.

Em relação ao pai, David afirma que “nos primeiros dias ficou mais abatido, mas agora está mais tranquilo. O importante é a vida da gente”.

Amigos e familiares ajudaram a angariar fundos para a reconstrução do barco, por meio de uma vaquinha que pode ser conferida neste link.  Foram angariados pouco mais de R$ 13 mil.

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