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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Ministro da Saúde defende manter proibição das bets e aponta impacto no SUS

Em audiência no Supremo, Alexandre Padilha cita aumento de 200% na procura por atendimento no sistema público de saúde ligado às apostas.

Redação Diário Litoral 1 min de leitura
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Alexandre Padilha, ministro da Saúde, durante audiência pública convocada pelo STF sobre a proibição das bets (Foto: Agência Brasil/EBC)
Alexandre Padilha, ministro da Saúde, durante audiência pública convocada pelo STF sobre a proibição das bets (Foto: Agência Brasil/EBC)

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu nesta terça-feira (3) que o governo federal mantenha a proibição do funcionamento das empresas que operam sites de apostas online, conhecidas como bets. A manifestação foi feita durante audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir a medida.

Padilha disse estar preocupado com os efeitos das apostas sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e com pessoas endividadas ou atingidas pela ludopatia, o vício em jogos, que podem chegar ao suicídio. Para o ministro, manter a proibição é o caminho mais eficaz para reduzir casos de suicídio, dependência e violência familiar. Segundo ele, os países que legalizaram as bets registraram piora nos indicadores de saúde associados aos jogos online, e o Brasil foi pioneiro ao proibir a atividade.

Na audiência, o ministro apresentou dados que apontam alta de 200% na procura por atendimento no SUS motivada pelos danos das apostas. Os números indicam ainda que 28 milhões de pessoas apostaram nos 12 meses anteriores à proibição, e cerca de 11 milhões apresentaram padrões de risco ou comportamento problemático. O governo federal já registrou 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão por CPF para bloquear apostas. Quarenta por cento desses solicitantes afirmaram não conseguir mais controlar as perdas.

A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator dos recursos apresentados ao STF pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). As entidades pleitearam a derrubada da medida provisória que proibiu a exploração e a publicidade dos jogos online, editada em setembro deste ano.

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