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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Leão-marinho é encontrado morto na praia de Balneário Presidente, em Imbé

O animal estava em decomposição, e a análise da carcaça ficará a cargo do Ceclimar/UFRGS, que atua no monitoramento do litoral.

Redação Diário Litoral 1 min de leitura
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Carcaça de leão-marinho-sul-americano encontrada na areia do Balneário Presidente, em Imbé. (Foto: Rafael Ribeiro/Litoral na Rede/reprodução proibida)
Carcaça de leão-marinho-sul-americano encontrada na areia do Balneário Presidente, em Imbé. (Foto: Rafael Ribeiro/Litoral na Rede/reprodução proibida)

Um exemplar de leão-marinho-sul-americano (Otaria flavescens) foi achado sem vida na quarta-feira (4), por volta do meio-dia, sobre a areia do Balneário Presidente, em Imbé. O animal estava próximo ao cruzamento entre a Rua Dom Pedro II e a Rua Cabral.

Já em avançado estado de decomposição, a carcaça foi localizada no mesmo trecho onde, anteriormente, havia sido encontrado o corpo de um homem. A coincidência entre os dois achados foi registrada no local.

A análise do animal deverá ser feita pelo Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar/UFRGS). Desde a segunda-feira até a sexta-feira, equipes acompanham as praias entre Torres e Palmares do Sul, em um percurso de cerca de 130 quilômetros. A atividade integra o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP), que prevê atendimento a encalhes, resgate de animais vivos e recolhimento de animais mortos, sempre de acordo com protocolos próprios.

A existência do projeto decorre de condição imposta pelo Ibama no licenciamento federal das pesquisas geológicas que a TGS realiza na Bacia de Pelotas.

Quem encontrar animais marinhos na areia deve manter distância e evitar qualquer manuseio. O contato com a equipe pode ser feito pelo WhatsApp, no número (51) 3308-1263, onde as orientações são repassadas.

A espécie costuma se deslocar de forma sazonal: saindo de colônias reprodutivas no Uruguai e na Argentina, os animais seguem rumo ao norte nas estações de outono, inverno e primavera. Esses deslocamentos estão ligados à busca por alimento e às águas mais frias da Corrente das Malvinas, que levam nutrientes à costa sul e sudeste do Brasil.

Marcado em Meio Ambiente Imbé/RS

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