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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Saúde

Anvisa aprova primeiro remédio oral com semaglutida para tratar obesidade

Até então, o Wegovy só era vendido no Brasil em solução injetável, e a nova apresentação funciona com comprimidos diários.

Redação Diário Litoral 2 min de leitura
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A Anvisa aprovou o registro do Wegovy em versão oral para tratamento da obesidade em adultos. (Foto: Agência Brasil/EBC)
A Anvisa aprovou o registro do Wegovy em versão oral para tratamento da obesidade em adultos. (Foto: Agência Brasil/EBC)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu nesta quarta-feira (4) registro ao Wegovy, medicamento à base de semaglutida, em versão de administração oral. Até agora, o produto estava disponível no país somente como injeção aplicada sob a pele. A decisão amplia as opções de tratamento para a obesidade no Brasil.

A nova forma é um comprimido tomado uma vez por dia, com aumento gradual da dose. O tratamento começa em 1,5 mg e passa por 4 mg e 9 mg até alcançar a dose de manutenção de 25 mg. Segundo a bula, o remédio deve ser ingerido em jejum, com pouca água, e é preciso aguardar pelo menos 30 minutos antes de comer, beber ou tomar outros medicamentos.

A indicação é para adultos com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades, como complemento a uma alimentação saudável e à prática de atividade física. Trata-se do primeiro agonista do hormônio GLP-1 em formato oral aprovado no país. Para a Anvisa, a semaglutida atua na regulação do apetite e da ingestão alimentar, o que resulta em redução do peso corporal e melhora de parâmetros metabólicos. A agência também avalia que a nova apresentação dá mais flexibilidade a pacientes e profissionais, que poderão alternar entre as versões oral e injetável quando isso for clinicamente indicado, de acordo com a bula.

A aprovação se apoiou principalmente no estudo clínico de fase 3 chamado OASIS 4, que testou a dose de 25 mg em adultos com obesidade ou sobrepeso e comorbidades. Os participantes foram acompanhados por 64 semanas, e o grupo que recebeu o medicamento teve perda média de peso corporal superior a 13%. O desempenho foi significativamente melhor que o do grupo placebo, e o tratamento também melhorou diversos marcadores cardiometabólicos.

A obesidade é tratada como doença crônica, progressiva e multifatorial. Ela está associada ao aumento do risco de diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia, doenças cardiovasculares e apneia obstrutiva do sono.

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