Policial penal é denunciado por furto de acervo milionário de familiares
Esquema envolve o desvio de 17,5 quilos de ouro e relógios de luxo pertencentes ao avô e tios do investigado.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou, na última sexta-feira (2), um policial penal de 31 anos e outras três pessoas por envolvimento em um esquema de furto e lavagem de dinheiro. O caso, ocorrido no segundo semestre de 2024 em Porto Alegre, teve como vítimas o avô e os tios do próprio agente, que se aproveitou da relação de confiança e do livre acesso à residência familiar para subtrair bens avaliados em R$ 8,87 milhões.
Segundo a investigação da Promotoria de Justiça Especializada Criminal, o acervo furtado era composto por 17,5 quilos de ouro e seis relógios de luxo. Para evitar a descoberta imediata dos crimes, o denunciado teria substituído moedas de ouro e peças originais por réplicas, mantendo a aparência do local. O policial, que possuía as chaves e conhecia a rotina dos moradores, contou com o auxílio de um comerciante de metais preciosos e de um leiloeiro oficial para comercializar os itens.
A denúncia detalha que o montante obtido foi submetido a diversas operações financeiras para ocultar sua origem ilícita, somando cerca de R$ 1,6 milhão em lavagem de dinheiro. Os recursos foram utilizados para a compra de veículos, uma moto aquática, viagens, equipamentos eletrônicos e procedimentos estéticos, com a participação da companheira do policial na movimentação dos valores.
O grupo é acusado de atuar de forma coordenada, com divisão de tarefas que incluía o furto, a receptação e a circulação do dinheiro. O Ministério Público solicitou a fixação de um valor mínimo para a reparação dos danos às vítimas. O principal investigado teve a prisão preventiva decretada em setembro e permanece detido.